O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

Cultura

A importância da televisão no Brasil

Principal forma de entreter o público brasileiro, a TV faz parte da história cultural do país

Texto: Thaís Bittencourt

Pais

Novelas, telejornais, shows de auditório, séries, entre outros programas fazem parte da grade da televisão no Brasil. Mesmo com o advento de tantos outros meios como os canais a cabo, os DVDs, o Blu-ray e a internet - onde o acesso independe do dia e da hora - a televisão continua sendo a maior forma de entretenimento do brasileiro. Com mais de 60 anos no país, esse meio de comunicação continua sendo o maior porpagador de diversão, e também da opinião pública. Assim como achavam que a TV acabaria com o rádio e com o cinema, a internet não acabou com a televisão.

A primeira transmissão no mundo ocorreu em Nova York em 1941. No Brasil, a televisão foi trazida pelo empresário e magnata Assis Chateaubriand em 1950. Era transmitida apenas em São Paulo. O primeiro programa transmitido foi o show TV na Taba, apresentado por Homero Silva. A atração teve participação de personalidades importantes na história da televisão como Lima Duarte, Lolita Rodrigues, Hebe Camargo, Mazzaropi, entre outros. Em seus primórdios, os programas tinham muitas características do rádio. O improviso foi uma marca registrada das primeiras atrações. Em 1951 o veículo chegava ao Rio de Janeiro e de apenas 200 aparelhos na primeira transmissão, passou para aproximadamente 7 mil aparelhos no Rio e em São Paulo.

Com o passar dos anos, a televisão foi se transformando no principal veículo formador de opinião. O rádio não era mais o principal meio de comunicação. Provando que há espaço para novas e velhas mídias, o rádio continua, embora não seja mais dominante.

A influência das telenovelas

O principal produto de exportação da TV brasileira, a telenovela, se mostra consolidada mesmo após 60 anos no mercado. Em constante renovação, os folhetins evoluem de acordo com as mudanças na sociedade. Na década de 1960, a Rede Globo inaugurou em sua grade as novelas. De formato totalmente diferente do que vemos atualmente, os folhetins eram exibidos apenas duas vezes na semana, tinham duração de vinte minutos e tinham poucos atores. As tramas não condiziam com a realidade brasileira e, mais tarde, foi adaptada à situação do país.

Um marco na televisão nacional foi a novela "Beto Rockfeller", exibida na TV Tupi em 1968. Ambientada no Brasil e com a realidade do país, o programa foi um grande sucesso. O êxito foi tão grande que os folhetins das outras emissoras mudaram seus padrões, adequando também a realidade brasileira. A novela ficou durante 13 meses no ar e a trama mostrava um mecânico de oficina, interpretado pelo ator Luiz Gustavo, que tentava se dar bem na vida e dessa forma aplicava pequenos golpes. Débora Duarte, Ana Rosa, Irene Ravache, Marília Pêra, entre outros faziam parte do elenco.

Por ter efeito direto na população, as novelas influenciavam - e influenciam - a opinião pública. O merchandising social faz parte dos folhetins. Em 1996, a novela de Glória Perez "Explode Coração" retratou a situação de crianças desaparecidas. Em março daquele ano, a novela mostrou uma criança desaparecida há dez anos. Poucos dias depois ela foi reencontrada. Essa foi a primeira das 64 crianças localizadas pela campanha. Outro folhetim que inspirou as pessoas com o merchandising social foi "Laços de Família". Na trama, a personagem de Carolina Dieckmann sofria de leucemia e dependia de um transplante de medula para sobreviver. A campanha gerou um aumento significativo no número de doções de sangue, órgãos e medula óssea. Além disso, a Rede Globo ganhou o prêmio de responsabilidade social BitiC Awards for Excellence 2001, na categoria Global Leadership Award.

A história do telejornal

O formato do noticiário que é visto hoje nem sempre foi assim. No início, o rádio era o principal formador de opinião, levando as principais notícias para o público. Os primeiros telejornais eram muito parecidos com os noticiários de rádio, cuja narração era longa e detalhada. Com a velocidade de informação tão grande, os jornais atuais dão as notícias de forma rápida e objetiva sem perder tempo.

O primeiro telejornal transmitido no Brasil, o "Imagens do Dia", foi vinculado em 1950. Teve duração de três anos e seu formato contava com imagens em preto e branco e sem som. Era transmitido pela TV Tupi. O programa durava o tempo necessário para exibir ao vivo os acontecimentos do dia. Outro marco no telejornalismo nacional foi o "Repórter Esso", que levava esse nome devido ao patrocinador Esso. Vinculado pela primeira vez em 1952. Inicialmente era um noticiário de rádio, que se estendeu para a televisão. A credibilidade do noticiário era tão grande que se estendeu para a televisão. A credibilidade do noticiário era tão grande que surgiu a célebre frase "A Segunda Guerra acabou depois que o Repórter Esso noticiou". O jornal teve sua última transmissão na TV em 1970 na TV Tupi e na TV Record.

Não tem como falar em telejornalismo brasileiro sem citar o "Jornal Nacional" da TV Globo. A maior fonte de informação do brasileiro foi o primeiro telejornal a ser transmitido em rede nacional. O programa estreou em 1969 e seus primeiros apresentadores foram Cid Moreira e Hilton Gomes. Contudo, a dupla que marcou o jornal foi Cid Moreira e Ségio Chapelin. Ficaram juntos por 11 anos consecutivos. A jornalista Glória Maia foi a primeira repórter a entrar no ar ao vivo. Em 2001, após os ataques do 11 de setembro, o "Jornal Nacional" é indicado ao Prêmio Emmy de melhor cobertura desses atentados. Atualmente é apresentado pelo casal William Bonner e Fátima Bernardes.

Pais

Programas de auditório

Silvio Santos, Faustão, Gugu Liberato, Chacrinha e Luciano Huck são alguns dos principais apresentadores da TV nacional. O "Programa Silvio Santos" é um agrupamento de vários programas de auditório, dentre eles o Show de Calouros, Domingo no Parque, Roletrando, Namoro na TV, Topa Tudo Por Dinheiro, Gol Show, Tentação, Hot Hot Hot, Qual é a Música?, entre outros. Dos anos 1980 em diante, Sílvio abriu espaço para outros apresentadores, com destaque para Gugu Liberato. Com o "Domingo Legal", Gugu tornou-se um dos mais famosos apresentadores da televisão brasileira. O programa foi levado ao ar pela primeira vez em 1993 e se transformou no maior rival do "Domingão do Faustão" da TV Globo. Após 16 anos de casa, Gugu sai do SBT deixando o programa a comando de Celso Portiolli.



Um dos mais populares programas de auditório é o "Domingão do Faustão". Com apresentação de Fausto Silva e desde 1989 no ar, o "Domingão do Faustão" conquistou a audiência que pertencia até então a Silvio Santos em poucos meses. Atualmente o programa da Rede Globo "Caldeirão do Huck" apresentado por Luciano Huck é o grande sucesso das tardes de sábado. O programa mantém parte do formato que consagrou o apresentador no programa H da Band.

Mas o grande nome de programas de auditório é Chacrinha. O apresentador foi um grande comunicador de rádio e importante nome da televisão brasileira, com enorme sucesso dos anos 1950 aos 1980. Foi o autor da frase: "Na televisão nada se cria, tudo se copia". Em seus programas de televisão, foram revelados nomes como Roberto Carlos, Paulo Sérgio e Raul Seixas. Roupas espalhafatosas, chacretes, humor debochado e a buzina de mão eram suas marcas registradas. Seu último programa foi ao ar em 1988. Até hoje, se especula quem será seu sucessor. Apesar de considerado insubstituível, existem grandes talentos no país que têm muito que mostrar.





voltar

Quer receber a revista SINDPLANEWS em casa? Cadastre-se:

Nome:
Endereço:
Cep:  
anuncie
linha Ministério Público Defensoria Pública Agência Nacional de Saúde Procon
linha

PARCEIROS:

Internacional Intermdica Emporio Volley INCA Sempre Odonto IBBCA


SINDPLAN - Sindicato dos Consultores de Planos de Saúde e Odontológicos do Estado do Rio de Janeiro

Av. Rio Branco, 120 - Grupo 907 - Centro - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20040-001 - Tel: (21) 2232-2880